Manifesto: Somos Todos Educadores!

Na efetivação do trabalho dos professores, das professoras, viabilizado e apoiado pelos demais trabalhadores e trabalhadoras da educação escolar, o ensino se concretiza; mais que isso, o processo educativo se complementa na relação e nos cuidados que cada profissional da educação estabelece entre si, com as famílias e com os educandos

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Professor, membro da equipe gestora, auxiliar em educação, oficial de escola, inspetor de alunos, porteiro, zelador escolar, auxiliar de limpeza, cozinheiro, profissional das equipes técnicas (orientador pedagógico, fono, psico, fisio etc)… Todos que trabalhamos nas escolas, envolvidos diretamente no processo de ensino ou em seu apoio e viabilização, somos responsáveis pela qualidade da educação das crianças, jovens e adultos usuários das redes de ensino.

Na efetivação do trabalho dos professores, das professoras, viabilizado e apoiado pelos demais trabalhadores e trabalhadoras da educação escolar, o ensino se concretiza; mais que isso, o processo educativo se complementa na relação e nos cuidados que cada profissional da educação estabelece entre si, com as famílias e com os educandos.

Ensinar, educar e cuidar são indissociáveis, pois fazem parte de um mesmo processo, que é o da formação dos seres humanos para a vida em sociedade. Neste sentido, independente do nosso cargo, no trabalho escolar exercemos função inerentemente educativa.

SOMOS TODOS EDUCADORES – e como educadores que somos, comprometidos com a qualidade da educação, lutamos por melhores condições de trabalho e de aprendizagem, pelo direito de todos à valorização profissional, à salários dignos e condizentes com nossas responsabilidades educativas, à formação em serviço, por planos de carreira que possibilitem concretamente a todos educadores, a todas educadoras, evolução funcional e salarial.

NENHUM PROFISSIONAL FORA! NENHUM DIREITO A MENOS! SOMOS TODOS EDUCADORES!!

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Imagens: Congresso dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação de São Bernardo do Campo – 2012 – Trabalhadores de todos os cargos e funções da educação escolar discutiram e votaram em congresso, durante cinco dias, seu projeto de estatuto dos profissionais da educação, projeto este traído pela direção cutista do sindicato, que fomentou a divisão entre os segmentos profissionais, iniciou um processo de ataques aos membros da então Comissão Setorial de Educação e substituiu as comissões setoriais eleitas em assembleias por representantes de comitês de base indicados por ela mesma. Esse projeto, construído em cerca de dois anos com a participação democrática de quase 9 mil educadores de todos os segmentos, foi engavetado pelo governo Marinho, que impôs, com a cumplicidade covarde da direção sindical, um projeto de desmantelamento dos quadros e da educação pública municipal, acarretando o caos em que a rede se encontra atualmente. Resgatar o projeto construído coletivamente pelos educadores  é fundamental para reverter o desmonte da educação pública municipal e construir a valorização profissional para todos trabalhadores da educação.