Em tom intimidatório, deputados do PSL fazem vistoria sem permissão no Colégio Pedro II – RJ.

Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

 

*

Do site da CSP-Conlutas:

O deputado federal Daniel Silveira e o deputado estadual Rodrigo Amorim, ambos do PSL, invadiram o Colégio Pedro II (RJ) na última sexta-feira (11), com a alegação de fazerem uma vistoria no local. Os parlamentares tiraram fotos e buscavam “conteúdo político e ideológico”, segundo relataram ao portal G1.

“Tiramos foto de vários locais: de murais, de infiltrações, de salas de aula que tivessem livros ou qualquer coisa também. Nosso intuito não é ideologia. Contudo, se for visto a ideologia, é evidente que também iremos catalogar e levar ao ministério para que eles também possam tomar medidas, caso haja medidas a serem tomadas”, disse Daniel Silveira à reportagem do G1.

A reitoria chegou a chamar a Polícia Federal, pois eles não tinham autorização para entrar no local.  Durante a “visita”, os parlamentares tiravam fotos de tudo o que consideravam ter uma conotação política.

A escola é frequentada por crianças e adolescentes, o que segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) seria ilegal a divulgação de fotos dos estudantes, sem a devida autorização, o que não ocorreu.

Em nota, a CSP-Considerou a ação “uma intimidação por parte dos parlamentares, e que remonta os tempos da ditadura no país, quando agentes do estado vistoriavam conteúdos e usaram a censura para cercear a liberdade de expressão em escolas, entre outras instituições”.

Confira a integra aqui

A reitoria irá acionar os conselhos de ética do Congresso Nacional e da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), pelas imagens não autorizadas.

Durante o tempo em que os deputados estiveram no colégio, os estudantes vaiaram ambos sob gritos de “Ô, Marielle, quero justiça, não aceitamos deputado da milícia”.

Em setembro do ano passado, esses mesmos parlamentares quebraram uma placa que homenageava a vereadora Marielle Franco, durante um comício do então candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), filiado à CSP-Conlutas, também repudiou a conduta, em nota divulgada na sexta-feira. “Atos como esse são inaceitáveis e explicitam o método truculento da extrema-direita, que busca destruir a educação pública, atacar a liberdade de ensinar e aprender e impor o pensamento único na transmissão do conhecimento. O ANDES-SN repudia com veemência mais esse ataque a uma instituição pública de ensino, cobra providências legais e solidariza-se com a comunidade do Colégio Pedro II”, reiterou.

Confira a nota na integra

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